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Sua empresa está em Compliance com as normas IFRS S1 e S2?

Sua empresa está em compliance com as normas IFRS S1 e S2?

Com a chegada das normas IFRS S1 e S2, juntamente com a instrução CVM 193 um novo parâmetro de atuação será esperado das empresas, e a sua empresa precisa estar por dentro. O tema de Compliance sempre envolve leis, normas e regulamentações, contudo, estas normas sobre sustentabilidade têm importância e abrangência global. Passamos por ondas significativas, como as iniciativas anticorrupção, a proteção de dados pessoais e, mais recentemente, o ESG (Environmental, Social, and Governance) e a IFRS S1 e S2 são de extrema relevância neste contexto.

O movimento ESG já está mobilizando conselheiros de empresas, com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), dentre outras entidades de renome. As diretorias Financeira e de Controladoria de grandes companhias também estão se preparando, pois terão uma responsabilidade imensa nesse processo. Sua empresa está em compliance com as normas IFRS S1 e S2?

O que é IFRS S1 e S2?

As normas IFRS S1 e S2 foram desenvolvidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB) para estabelecer padrões globais de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. Elas têm como objetivo fazer com que as empresas forneçam dados consistentes, comparáveis e transparentes sobre como as questões ambientais, sociais e de governança (ESG) impactam sua situação financeira e operações.

A IFRS S1 consiste na norma geral de divulgação de sustentabilidade, que define os requisitos para a apresentação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, abordando aspectos como risco e oportunidades que influenciam os resultados financeiros de uma empresa.

Sua empresa está em compliance com as normas IFRS S1 e S2?
Sua empresa está em compliance com as normas IFRS S1 e S2?

Já a IFRS S2, por sua vez, é mais específica e está voltada para divulgação de informações relacionadas ao clima. Ela detalha como as mudanças climáticas podem impactar o desempenho financeiro de uma empresa, inclusive a necessidade de reportar emissões de gases de efeito estufa e os riscos associados às mudanças climáticas.

Vale frisar que as normas buscam uniformizar a forma como as empresas reportam informações de sustentabilidade, aumentando a clareza para investidores e outros stakeholders que tomam decisões baseadas nessas informações.

Neste cenário, é essencial compreender que as normas IFRS S1 e S2, desenvolvidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), representam um avanço importante na elaboração de relatórios de sustentabilidade. Elas criam um padrão global, permitindo que empresas de diferentes países compartilhem informações financeiras ligadas à sustentabilidade de maneira mais transparente e comparável, facilitando a análise de investidores e outros stakeholders.

Com essa nova regulamentação, surge a necessidade de rigor e precisão na elaboração de relatórios de sustentabilidade. A exatidão, a rastreabilidade e a totalidade das informações tornam-se exigências imprescindíveis, assim como a análise criteriosa da relevância de cada item reportado. A alta administração e a controladoria terão a missão de garantir a autenticidade dos dados, que serão submetidos a auditorias independentes. Assim, práticas como o ESGwashing serão tratadas com a seriedade de uma fraude.

Nesse cenário, as empresas que aderirem às novas normas precisarão ajustar seus Programas de Compliance. Por exemplo, será necessário verificar se o código de conduta ética e as iniciativas de treinamento incluem diretrizes específicas sobre a elaboração de relatórios de sustentabilidade em conformidade com as IFRS S1 e S2. Caso haja inconsistências, o problema será numérico, não financeiro, mas ainda assim trará impactos financeiros severos.

Canal de Denúncias

Além disso, o canal de denúncias deverá ser revisado para incluir situações relacionadas às novas exigências. Isso exigirá a criação de políticas específicas, controles internos adicionais e novas estratégias de revisão e investigação. A equipe de investigação também precisará adquirir conhecimentos específicos sobre fraudes relacionadas a sustentabilidade, como inventários de carbono incorretos ou certificados falsos, práticas que podem resultar em sanções graves para as empresas e seus gestores.

Due Diligence de fornecedores

A diligência de fornecedores passará a considerar não só riscos tradicionais, mas também questões como emissões de gases de efeito estufa. Grandes empresas, especialmente aquelas listadas em bolsas regulamentadas como as brasileiras sob a CVM 193, terão que reportar o escopo 3 de suas emissões. Assim, a gestão de riscos ESG, inclusive dos riscos climáticos, se tornará ainda mais relevante e exigirá análises que identifiquem oportunidades estratégicas para o negócio.

Conclusão

Contar com uma assessoria contábil especializada é fundamental para enfrentar esse cenário de crescente complexidade regulatória. Com as normas IFRS S1 e S2 e a instrução CVM 193, o suporte de profissionais qualificados ajuda na adequação aos novos padrões, e tornar a gestão mais eficiente.

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