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Quais os setores mais afetados com a Reforma Tributária?

Quais os setores mais afetados com a Reforma Tributária

A resposta para a pergunta: quais os setores mais afetados com a Reforma Tributária exige observar a forma como cada atividade se posiciona na cadeia econômica. A incidência sobre o valor agregado, aliada ao crédito financeiro, altera o peso do tributo conforme a composição de custos, o volume de insumos e a possibilidade de compensação ao longo das operações.

Segundo a Fecomércio, o setor de serviços tende a ser um dos mais afetados, pois muitas empresas deste setor atualmente recolhem PIS (0,65%), COFINS (3%) e ISS (em média 5%) havendo a possibilidade das novas alíquotas alcançarem 27,97%, somando-se CBS e IBS. Por outro lado, segundo o portal Capital Aberto, os setores mais complexos como o agronegócio, transporte e energia serão mais afetados.

No entanto, a carga efetiva varia conforme a capacidade de gerar créditos e a intensidade da cadeia produtiva. É importante ressaltar que setores com dinâmica distinta terão resultados tributários também distintos, mesmo sob a mesma alíquota nominal.

Quais os setores mais afetados com a Reforma Tributária

Afinal, quais os setores mais afetados com a Reforma Tributária?

Conforme mencionado inicialmente, os setores mais complexos e regulados, bem como o setor de serviços, tendem a ser os mais afetados pela Reforma Tributária.

Setor de serviços e o impacto da baixa geração de créditos

O setor de serviços concentra operações com menor aquisição de insumos tributados, o que reduz o volume de créditos disponíveis para compensação, automaticamente, isso eleva a carga efetiva sobre a receita.

As atividades como consultorias, tecnologia, educação privada e saúde suplementar tendem a sentir maior pressão na margem, especialmente em contratos firmados com preços previamente ajustados, pois a tributação incide de forma mais direta sobre o faturamento, com menor diluição ao longo da cadeia.

Diante deste cenário, a revisão de preços e contratos é essencial, já que o repasse integral do custo nem sempre encontra espaço no mercado.

Indústria e o aproveitamento do crédito ao longo da cadeia

A indústria opera com cadeia produtiva extensa, com aquisição relevante de insumos, matérias-primas e serviços intermediários, o que favorece o acúmulo de créditos ao longo das etapas de produção.

O resultado aparece na redução da carga efetiva, já que o tributo incidente nas compras pode ser compensado na apuração final, ou seja, a incidência acompanha o valor agregado em cada fase, o que distribui o peso tributário ao longo da cadeia.

Com isso, a tendência é de maior previsibilidade na formação de custos e na definição de preços industriais.

Comércio e a neutralidade na circulação de mercadorias

O comércio atua como elo intermediário entre produção e consumo. Logo, a incidência sobre o valor agregado mantém a tributação concentrada na margem comercial, com possibilidade de compensação dos créditos gerados nas aquisições.

No entanto, a carga tributária efetiva depende do nível de markup e da eficiência na gestão de créditos. As operações com alta rotatividade de estoque tendem a apresentar maior equilíbrio na apuração tributária e a dinâmica favorece transparência na formação de preços, já que o tributo acompanha a margem praticada em cada operação.

Agronegócio e regimes diferenciados na tributação

O agronegócio conta com tratamentos específicos dentro do novo modelo, incluindo regimes favorecidos e possibilidade de créditos presumidos em determinadas operações.

A cadeia produtiva do setor envolve múltiplas etapas, desde a produção primária até a industrialização e comercialização. Já o aproveitamento de créditos ocorre de forma heterogênea, conforme o tipo de atividade e o enquadramento tributário.

Por fim, vale frisar que a análise do impacto exige observar cada segmento do agronegócio, considerando sua posição na cadeia e os benefícios fiscais aplicáveis.

Conclusão

A definição de quais os setores mais afetados com a Reforma Tributária dependem da relação entre incidência e crédito dentro de cada atividade econômica. Os serviços enfrentam maior pressão sobre a margem, enquanto indústria e comércio encontram maior equilíbrio na compensação ao longo da cadeia.

O impacto real se revela na operação concreta, com influência direta na formação de preços, na margem e na competitividade. Assim, o empreendedor deve considerar essas variáveis para orientar suas decisões empresariais para estar alinhado ao novo cenário tributário.

Durante essa importante transição sobre os tributos incidentes sobre o seu negócio é importante poder contar com profissionais experientes.

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