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Quais os erros mais comuns na Due Diligence?

Quais os erros mais comuns na Due Diligence?

Uma pergunta frequente entre os empreendedores é: Quais os erros mais comuns na Due Diligence?

A prática, amplamente utilizada por companhias que buscam avaliar riscos e mapear oportunidades em fusões, aquisições, operações societárias e investimentos, funciona como um exame minucioso das dimensões financeira, jurídica, tributária e operacional de um negócio.

Ao longo do processo, qualquer lacuna na investigação pode distorcer informações, impactar o “Valuation”, gerar contingências jurídicas e abalar a confiança entre as partes, por isso é fundamental entender quais são os erros mais comuns na Due Diligence.

Quais os erros mais comuns na Due Diligence?
Quais os erros mais comuns na Due Diligence?

Quais os erros mais comuns na Due Diligence?

Alguns processos de Due Diligence falham porque a análise é tratada como uma etapa meramente documental, quando na verdade é preciso uma análise aprofundada das dimensões contábil, financeira, jurídica, tributária, operacional, regulatória, dentre outros aspectos. Em outras palavras, a falta de profundidade na avaliação, impede a identificação dos riscos. Além disso, a influência de normas internacionais, como as atualizações da CSRD e da CSDDD na União Europeia, que ampliam as exigências de transparência e rastreabilidade, afeta as empresas brasileiras inseridas em cadeias globais, o que aumenta o volume de informações necessárias, amplia o escopo de verificação e eleva o custo de conformidade.

Limitar-se à análise documental

Quando entendemos a Due Diligence como mera verificação de contratos e relatórios, perdemos nuances relevantes, pois os documentos fornecem informações essenciais, porém não revelam a cultura organizacional, práticas de gestão ou passivos não registrados. Por isso, devemos complementar a revisão documental com entrevistas com executivos, visitas técnicas e conversas com colaboradores-chave, pois essas interações trazem à tona riscos e oportunidades que não aparecem em papeis.

Desconsiderar obrigações trabalhistas

No Brasil, o passivo trabalhista costuma ser determinante em operações societárias e exige investigação aprofundada. Não basta checar a existência de ações judiciais: é preciso avaliar histórico de cumprimento da CLT, rotinas de contratação, políticas de terceiros e obrigações previdenciárias.

Subestimar riscos tributários

O sistema tributário brasileiro é repleto de obrigações acessórias, por isso, uma Due Diligence fiscal superficial tende a deixar passar débitos inscritos em dívida ativa, autos de infração, inconsistências em declarações e questionamentos sobre regimes especiais, como Simples Nacional ou substituição tributária. Logo, o mapeamento deve abranger também a forma como a empresa aplica a legislação e responde a fiscalizações, pois isso afeta diretamente a exposição a autuações e multas.

Ignorar o compliance regulatório setorial

Cada setor possui normas específicas que, se descumpridas, podem levar a sanções severas, suspensão de licenças ou até interdição de atividades. Por isso, é necessário avaliar a aderência a leis como a Anticorrupção, políticas internas de integridade e a efetividade dos controles internos. Quando o programa de compliance é inexistente ou ineficiente, a reputação e o valor de mercado ficam vulneráveis, e a operação perde previsibilidade.

Avaliar apenas o panorama atual

Focar exclusivamente no retrato imediato da empresa é outro erro recorrente, pois oculta variáveis estratégicas de médio e longo prazo. Devemos examinar a sustentabilidade do modelo de negócio, o posicionamento competitivo e a capacidade de adaptação tecnológica, já que uma empresa sólida hoje pode perder valor caso não acompanhe transformações regulatórias, digitais e de comportamento do consumidor.

Como evitar os erros mais comuns na Due Diligence

Para reduzir riscos, é preciso combinar a revisão documental, diligências in loco, entrevistas e avaliações prospectivas, visando ampliar a precisão do diagnóstico e melhorar a assertividade da decisão de investimento ou fusão. Também é importante manter atenção às normas internacionais que repercutem no mercado brasileiro, ajustando escopo e controles quando necessário.

Conclusão

A Due Diligence funciona como um instrumento de governança que orienta decisões empresariais a partir de análises consistentes e articuladas, ou seja, quanto mais madura for a prática dentro da organização, maior será a capacidade de identificar riscos reais e de mensurar oportunidades com precisão.

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