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Como a Reforma Tributária afeta empresas do Lucro Presumido?

Como a Reforma Tributária afeta empresas do Lucro Presumido?

Quer saber como a Reforma Tributária afeta empresas do Lucro Presumido?

A Reforma Tributária afeta as empresas do Lucro Presumido principalmente porque altera a tributação sobre o consumo, e não o regime de apuração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Embora o Lucro Presumido continue existindo, a substituição de tributos como PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI pelo IBS, CBS e Imposto Seletivo modifica a forma de calcular custos, créditos tributários e preços.

Atualmente a Reforma Tributária, em 2026, se encontra em uma de suas fases mais importantes.: a entrada da fase operacional da implementação, que exige adequações imediatas por parte das empresas.

As empresas têm até o fim de julho de 2026 para adaptar notas fiscais às novas regras da Reforma Tributária.

Para tanto, precisam atualizar seus sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas para atender às exigências relacionadas à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). A partir de agosto, documentos fiscais emitidos sem os novos campos obrigatórios poderão ser rejeitados pelos sistemas das administrações tributárias.

Como a Reforma Tributária afeta empresas do Lucro Presumido?
Como a Reforma Tributária afeta empresas do Lucro Presumido?

Vale ressaltar, no entanto, que essa etapa não representa a cobrança efetiva dos novos tributos, mas faz parte do período de testes previsto na transição da Reforma Tributária. O objetivo é permitir que empresas, desenvolvedores de software, ERPs e sistemas fiscais validem processos antes da entrada em vigor definitiva do novo modelo.

Os principais impactos para as empresas são:

  • Atualização de ERPS e sistemas de faturamento;
  • Adequação da emissão de NF-e, NFC-e, CT-e e demais documentos fiscais eletrônicos;
  • Revisão dos cadastros tributários de produtos e serviços;
  • Treinamento das equipes fiscal, contábil e financeira;
  • Revisão de contratos e da formação de preços diante da futura incidência de CBS e IBS.

Afinal, como a reforma tributária afeta empresas do Lucro Presumido?

A fase atual é uma das mais relevantes da reforma para o setor privado, pois erros na parametrização fiscal poderão provocar rejeições de documentos, atrasos no faturamento e impactos operacionais, mesmo antes do início da cobrança plena dos novos tributos.

Como a adaptação das notas fiscais impacta no Lucro Presumido?

A adaptação das notas fiscais impacta no Lucro Presumido na questão operacional, ou seja, não significa aumento imediato de impostos para quem está no Lucro Presumido.

Em outras palavras, o impacto imediato é operacional, exigindo adequações em sistemas e processos. Já os efeitos econômicos dependerão da regulamentação definitiva da CBS e do IBS e da forma como cada empresa se posicionará na cadeia de fornecedores e clientes durante a transição. Para muitas empresas do Lucro Presumido, o maior desafio será avaliar se o regime continuará sendo o mais eficiente à medida que o novo sistema tributário entrar em vigor.

Confira agora os impactos operacionais e estratégicos que merecem atenção:

1. Adequação dos sistemas fiscais

As empresas enquadradas no Lucro Presumido também devem atualizar seus sistemas de emissão de notas fiscais para suportar os novos campos relacionados à CBS e ao IBS durante a transição. Quem utiliza ERP ou software fiscal precisa verificar se as atualizações foram implementadas.

2. Revisão da formação de preços

Embora a cobrança integral dos novos tributos ocorra de forma gradual, as empresas já precisam simular como a CBS e o IBS afetarão seus custos e margens. Ressaltando que isso é muito importante nos contratos de longo prazo e negociações comerciais.

3. Aproveitamento de créditos

Esse é um dos pontos mais sensíveis para o Lucro Presumido.

Hoje, as empresas desse regime têm um aproveitamento limitado de créditos de PIS e COFINS. Com a Reforma Tributária 2026, a lógica do IBS e da CBS é baseada na não cumulatividade, mas o tratamento das empresas do Lucro Presumido será diferente do aplicado ao Lucro Real.

Na prática as empresas do Lucro Presumido poderão gerar menos créditos para seus clientes do que empresas do Lucro Real.

Logo, os clientes que valorizam o aproveitamento integral de créditos podem preferir fornecedores enquadrados no Lucro Real, dependendo da regulamentação aplicável ao setor, o que pode influenciar negociações comerciais e a competitividade.

4. Avaliação do regime tributário

A reforma torna ainda mais importante comparar periodicamente o Lucro Presumido e o Lucro Real. Em alguns segmentos, principalmente aqueles com elevado volume de compras e possibilidade de aproveitamento de créditos, o Lucro Real pode se tornar mais vantajoso.

Já empresas prestadoras de serviços com poucos insumos continuam precisando de uma análise individual, pois o impacto depende da atividade, da estrutura de custos e da composição da receita.

5. Planejamento tributário

Mesmo antes da conclusão da transição, muitas empresas já estão realizando:

  • Simulações da carga tributária;
  • Revisão de contratos;
  • Atualização do cadastro fiscal de produtos e serviços;
  • Projeções de fluxo de caixa considerando o novo modelo.

O Lucro Presumido vai acabar?

Não. A reforma tributária aprovada pela Emenda Constitucional n.º 132/2023 não extingue o regime de Lucro Presumido. As empresas poderão continuar utilizando esse enquadramento, desde que atendam aos requisitos legais de faturamento e atividade.

O que muda é o sistema de tributação sobre bens e serviços, que passa a funcionar com novas regras de incidência e aproveitamento de créditos.

Quais são as principais mudanças?

1. Substituição de tributos

Os seguintes tributos serão gradualmente substituídos:

  • PIS e COFINS → CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
  • ICMS e ISS → IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
  • IPI → permanece apenas para situações específicas, sendo substituído em grande parte pelo novo modelo.

A transição ocorrerá entre 2026 e 2033.

2. Créditos tributários

Hoje, empresas do Lucro Presumido normalmente possuem aproveitamento limitado de créditos de PIS e COFINS.

Com a CBS e o IBS, o sistema será baseado em crédito financeiro amplo, mas empresas optantes pelo Lucro Presumido poderão ter regras específicas de creditamento, diferentes das aplicáveis às empresas do Lucro Real.

Isso influencia diretamente:

  • Custo efetivo das compras;
  • Negociação com fornecedores;
  • Formação do preço de venda;
  • Competitividade.

3. Formação de preços

A tributação passará a ser mais transparente. Muitas empresas precisarão revisar:

  • Margem de lucro;
  • Composição dos preços;
  • Contratos de longo prazo;
  • Impacto tributário por produto ou serviço.

Dependendo do setor, a carga tributária pode aumentar, diminuir ou permanecer semelhante.

4. Setor de serviços

As empresas prestadoras de serviços enquadradas no Lucro Presumido estão entre as mais impactadas.

Isso ocorre porque:

  • Muitas possuem poucos insumos geradores de crédito;
  • A folha de pagamento não gera créditos de ibs e cbs;
  • Atividades intensivas em mão de obra podem enfrentar aumento da carga tributária caso não consigam compensar créditos suficientes.

O IRPJ e a CSLL mudam?

Não neste momento.

O Lucro Presumido continua utilizando os percentuais de presunção para cálculo do:

  • IRPJ;
  • CSLL.

A reforma do consumo não altera essas regras.

Quais empresas podem sentir mais impacto?

Os efeitos variam conforme o segmento.

Podem ser mais afetadas empresas como:

  • Clínicas médicas;
  • Escritórios de advocacia;
  • Empresas de tecnologia;
  • Consultorias;
  • Escolas;
  • Prestadores de serviços em geral.

Já empresas comerciais e industriais podem compensar parte da nova tributação por meio do maior aproveitamento de créditos na cadeia produtiva.

O que as empresas devem fazer?

A adaptação exige planejamento antes da conclusão da transição. Algumas medidas importantes são:

  • Revisar a estrutura de custos;
  • Simular a carga tributária no novo modelo;
  • Analisar contratos com clientes e fornecedores;
  • Reavaliar a política de preços;
  • Verificar se o lucro presumido continuará sendo o regime mais vantajoso ou se o lucro real poderá oferecer melhor resultado econômico.

Conclusão

A reforma tributária não elimina o Lucro Presumido, mas altera profundamente a tributação sobre o consumo.

As empresas precisarão compreender como o IBS e a CBS afetam custos, formação de preços e aproveitamento de créditos. Embora o IRPJ e a CSLL permaneçam inalterados por enquanto, a nova sistemática pode modificar a competitividade de diversos setores, especialmente aqueles com baixa geração de créditos tributários e alta dependência de mão de obra.

A avaliação antecipada dos impactos permitirá decisões mais eficientes durante o período de transição.

Durante essa importante transição sobre os tributos incidentes sobre o seu negócio é importante poder contar com profissionais experientes.

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